
Na Terra de Santa Cruz, em dias de cabrália foi concedida o direito a leitura, por bondade da Santa Igreja, a todos aqueles que quisessem abraçar o sacerdócio ou que de alguma maneira necessitasse desses conhecimentos para entender o quanto deveriam ser gratos ao Senhor e a Coroa por abraçar esses povo bárbaro e levá-los a salvação.
Com a divisão desse latifúndio Brasil, era para os poderosos, entretanto, interessante que o poder que fazia as leis e credos, fosse estendido a todos brasileiro, agora em se tratando de terra brasis, para que democraticamente o país crescesse.
Mas, era preciso afrouxar as amarras da ignorância do povo. Era preciso educá-los mais um pouco para reconhecer o nome do coronel a ser votado!
O povo vai aos poucos se apropriando do conhecimento e mais ainda sentido a brisa da liberdade de bocas freiriana..., muitas conquistas, muitas expectativas de uma nação, agora já com alguma noção, de um futuro onde todos pudessem ter direito a tudo. Agora tudo era: comida, saúde, moradia, educação e arte!
Ai tudo escureceu a Nação brasileira agora estava calada! Bocas foram fechadas. Um novo salvador aparece e promete progresso com ordem e quem não amar o país, por favor, deixe-o. Nas terras brasileiras era preciso plantar o Amor.
E foram trinta anos de plantio, é certo que muita coisa foi plantada... indústrias foram montadas, o povo precisava se mobilizar, massifica-se a educação em nome do progresso! A Nação agora precisava de mão-de-obra qualificada. Ou nação necessitada dizia alguns... A pós-graduação foi institucionalizada e aos poucos foram formando uma massa crítica que junto com os movimentos sociais foram minando a resistência direitista. Cantávamos ainda ninguém segura a juventude do Brasil!
Os poetas cantaram: a banda, roda viva, a tropicália, Caetano canta “eu, você João, girando na vitrola sem parar / e o mundo dissonante que nós dois tentamos inventar”. Muitos foram embora e não voltaram... Outros tantos voltaram com outra roupagem... Mimetizados, nas cores de 85. O mundo já se convulsionava... Outros ventos... Outros tempos... a informática, as comunicações já as nossas portas, mostravam paradigmas antes inquestionáveis agora em conflito.
Finalmente amanheceu no Brasil e o último deportado volta... Engatinhando chegamos a Constituição Cidadã. Um porre de democracia! A Nação não se satisfaz com o primeiro cidadão presidente e convida-o a sair...
O século vira! Ideologia eu quero uma pra viver, dizia Cazuza...
O povo mais uma vez responde ao chamado e coloca no poder um intelectual e esse sim talhado para conduzir a Nação brasileira. Mas o poder é mais forte e mostra a cara... E muita frustração nos trouxe.
Elegemos outro, cantando sem medo de ser feliz! Esse do povo... E ele nos mostra que o povo também é gente! E gente se envolve se corrompe e se nega! Mas ai ele nós lembra que somos brasileiros e não desistimos nunca!!!!!!!!!!!!!!!
Marise Helena de Araújo – aluna especial do mestrado em educação UFPE
Professor João Francisco.
Outubro de 2007.

Nenhum comentário:
Postar um comentário